Pernambuco fabricará pílula anticoncepcional masculina

Márcia Wonghon

Recife, Agência Brasil - ABr

 

A recente descoberta de que o medicamento Nofertil, o primeiro anticoncepcional masculino do mundo, que se encontra em fase final de testes, não causa esterilidade permanente e até aumenta a libido, despertou o interesse internacional pelo produto, que será fabricado, a partir de abril de 1998, pelo Laboratório Pernambucano Hebron, de Caruaru, no Agreste do Estado.

De acordo com o diretor-presidente do laboratório, Josimar Henrique da Silva, representantes de empresas farmacêuticas de 25 países, entre eles o Japão, Coréia, Estados Unidos, Bélgica, Peru, Bolívia, Austrália, Rússia e Israel, estão mantendo contatos com o Hebron para importar a pílula masculina brasileira.

O Nofertil, produzido a partir do gossipol, substância extraída da semente do algodão, é pesquisado pelo professor Elsimar Coutinho, do Departamento de Ginecologia e Reprodução Humana da Faculdade de Medicina, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), há mais de onze anos. Contudo, somente a partir de 1993, uma parceria firmada entre ele, o laboratório Hebron e a Fundação Rockfeler, dos Estados Unidos, permitiu a viabilização do projeto.

Josimar da Silva observou que estudos pré-clínicos feitos pelo professor Elcimar em cobaias de animais em laboratórios da Inglaterra e testes realizados com 500 pacientes de diversas faixas etárias, em centros de reprodução humana do Brasil e do exterior, comprovaram que o fármaco de origem vegetal, é um método seguro de controle da natalidade. Ela não apresenta contra indicações nem produz efeitos colaterais. Quanto a pílula feminina, a base de hormônios, provoca uma série de distúrbios de ordem metabólica além de varizes, displasia mamaria, câncer de mama, irritação, excesso de peso e aumento do fluxo menstrual, entre outros.

A pílula do homem atua no organismo inibindo as enzimas que promovem o amadurecimento dos espermatozóides e impedindo que eles cresçam e atinjam a fase adulta, explica Josimar da Silva que também é diretor da Associação dos Laboratórios Nacionais (Alanac). Ressaltou que, para inibir a produção de espermatozóides, o homem tem que tomar diariamente um comprimido de 20 miligramas por um período de 80 a 90 dias, devendo ser acompanhado nesse tempo por um urologista que solicitará um espermograma após esse prazo.

Nessa fase inicial da ingestão do medicamento é aconselhável o uso de preservativos nas relações sexuais. O diretor do Hebron informou ainda, que para tornar-se infértil é preciso que o homem elimine os espermatozóides já produzidos e armazenados no organismo anteriormente, o que, segundo relatou, eqüivale a fazer 80 ejaculações.

Outra vantagem do novo método anticonceptivo masculino, conforme Josimar, é que após o uso da pílula por um período de um ano, a interrupção da medicação não provoca o comprometimento da fertilidade interrompida. Assegurou que num prazo de 80 a 90 dias o homem volta a ser fértil.

Ele disse que o lançamento do produto, destinados às classes A, B e C envolverá a questão cultural, uma vez que em sociedades patriarcais, como é o caso da brasileira, o controle da natalidade está a cargo da mulher, e essa concepção é muito arraigada nas sociedades nordestinas.

A pílula do homem está em fase de repetição de ensaios, ficando o licenciamento junto ao Ministério da Saúde, para produção industrial, para depois do processo de patente.

 

 


Intimidação sionista na universidade

Texto encontrado em: AAARGH

 

No final do segundo semestre de 1997 um formando de Direito da Universidade Luterana do Brasil, ULBRA, no Rio Grande do Sul, resolveu apresentar sua tese de conclusão de curso, que tinha o seguinte título: Uma Nova Visão do Julgamento Internacional de Criminosos de Guerra de Nuremberg.

Tratando-se de um tema jurídico fundamental que traçou um corte brutal e radical nos antigos e conceituados mandamentos jurídicos internacionais vigentes até então, introduzindo novos preceitos como, por exemplo, a retroatividade da pena — e anulando outros, como o princípio da ampla defesa — o tema pareceu apropriadíssimo ao aluno formando. O que, veremos a seguir, não era exatamente o mesmo pensamento de seus aterrorizados mestres.

Após meses de pesquisas o formando estava na posse de dados jurídicos estarrecedores sobre Nuremberg. De outro lado, durante o período de três meses em que se dedicou a preparar a sua tese, as pressões por parte de alguns colegas, de professores e da própria Direção do Curso de Direito, atingiram um crescendo quase insuportável. A notícia de que estava sendo preparada uma "tese proibida" espalhou-se rapidamente e as reações — desde tentativas de ridicularizar o trabalho, ao extremo do histerismo — foram crescendo do mesmo modo. De uma atividade normal, corriqueira, e até automatizada, que é a preparação e apresentação de monografias de conclusão de curso, o desenvolvimento do trabalho do "formando rebelde" transformou-se no alvo das atenções e, principalmente, da crítica de uma pequena (porém organizada e ideologicamente ativa) parcela dos alunos e do atemorizado Corpo Docente. Apesar de não haver entre os professores nenhum judeu ou sionista declarado, os mestres, como um todo, agiam como se o fossem. O próprio orientador, ao invés de estimular e auxiliar na busca de subsídios e orientação quanto aos caminhos mais corretos a serem seguidos na elaboração da tese, pelo contrário, visivelmente constrangido e amedrontado, propunha sempre ao aluno o abandono do tema e a escolha de outro, mais "adequado".

Durante anos ensina-se nos cursos de Direito que as pessoas, principalmente os juristas, não devem ter medo de lutar e defender a verdade e a justiça... E o "formando rebelde" começava a ter a sua primeira aula prática sobre a realidade: É tudo muito bonito no papel e na eloqüência das salas de aula, mas quando se passa a questionar a "verdade" e a "justiça" oficiais, então automaticamente o comportamento vil, a censura, a pressão, o medo, o preconceito, a subserviência, a pusilanimidade, além dos mais diversos e inacreditáveis tipos de perseguições começam a vir à tona.

Mas o aluno, seguindo rigorosamente tudo o que seus mestres lhe haviam ensinado, continuou a elaborar a sua tese sem defender idéias radicais, sem expressões de racismo ou xenofobia, conforme vinha sendo apregoado por alguns outros alunos, capitaneados por um colega judeu especialmente ativo. Esse aluno, apesar de nunca ter passado os olhos sobre a polêmica matéria, trabalhava freneticamente junto ao corpo docente e à própria Direção da Universidade, fazendo seu lobby contra "o preconceito", "o racismo", "o perigoso ressurgimento de idéias nazistas no seio da nossa sociedade" etc.. Literalmente histérico, o "representante" de Israel dentro da Universidade Luterana continuou sua campanha contra o "aluno rebelde" e sua tese, mantendo a banca e os professores sob um terror pânico constante, até à data da apresentação.

Preocupadíssimos com as conseqüências que a celeuma em torno da tese poderia ter na sociedade e, evidentemente, nos campos político e econômico, tanto os professores, com receio da Direção, quanto esta, com receio da repressão sionista, tentaram a última cartada para barrar o desenvolvimento dos trabalhos. Minutos antes da apresentação, e já com o maior público presente para assistir à apresentação de uma tese de formatura, professores e Direção tentaram mais uma vez a tática da desestabilização emocional contra o incorrigível e obstinado "rebelde". Reunidos, corpo docente e vários outros elementos diretamente interessados, ameaçaram com a reprovação pura e simples, alegando que não se tratava de trabalho de cunho jurídico, mas unicamente de fundo revisionista! O jovem não se deixou intimidar e, como bom jurista, rebateu um por um, aqueles falaciosos argumentos. Voltaram a atacar com o pretexto de que se tratava de "tese preconceituosa e plágio de idéias subversivas e contrárias à lei e à democracia". Como este ataque também não vingou, mais outra vez ameaçaram o aluno, alegando que o trabalho não seguia as normas técnicas da ABNT! O jovem, já preparado para este tipo de alegação, desarmou-os completamente apresentando o volume da ABNT sobre o assunto, pedindo-lhes que indicassem onde estava a falha! Incapazes de seguirem neste caminho, foram obrigados a aceitar a apresentação do trabalho.

Já nas formalidades iniciais, outro Professor de Direito, membro da banca examinadora, e um dos acusadores mais histéricos e radicais, voltou a acusar o formando de "plágio" e "subversão". Admirável foi a posição do Professor Orientador, que em nenhum destes momento cruciais e de alta tensão, se posicionou a favor de seu aluno orientando, exigindo, no mínimo, a substituição daquele preconceituoso membro da banca.

Segundo pessoas que assistiam à defesa da tese, tratou-se de um dos melhores trabalhos apresentados naquele dia 10 de dezembro de 1997. Mesmo assim tudo foi feito para a sua reprovação! Em nenhum momento os três membros da banca fizeram perguntas de cunho jurídico acadêmico. Certamente temiam as respostas.

Durante uma hora e meia bombardearam o aluno com perguntas desconexas e assuntos como ortografia e gramática. Alteraram propositadamente o tempo de elaboração de perguntas, praticamente triplicando-o, tudo com o intuito óbvio de desestabilizar emocionalmente o jovem. Em vão.

A banca retirou-se e deliberou por mais de meia hora, a portas fechadas. Com o enorme público presente, tornou-se impossível seguir a estranha orientação que ordenava a reprovação. Completamente diferente do procedimento adotado em todas as outras decisões sobre teses de conclusão, a banca examinadora entregou ao formando a sua nota rabiscada num pedaço de papel e se retirou.

Nota 6. Nota mínima. O suficiente para não reprová-lo.

Resolviam assim o problema com o polêmico aluno e redimiam-se — acreditam eles! — perante o lobby sionista.

O aluno, apesar, ou principalmente por isso, foi muito felicitado e parabenizado, desmascarando, com o seu corajoso posicionamento, o estado inacreditável de dependência e submissão daquela poderosa universidade (e de todas as outras) frente à onipotência alienígena do sionismo internacional.

Se você for procurar, hoje, por qualquer tese de formatura do ano de 1997 na Biblioteca daquela Universidade, encontrará todas, como é de praxe, menos uma: exatamente aquela intitulada Uma Nova Visão do Julgamento Internacional de Criminosos de Guerra de Nuremberg.

 

Sic Transit Gloria Mundi.

Apesar de Lutero, o Reformador, ser o patrono da Universidade Luterana do Brasil, um de seus mais expressivos escritos, intitulado Dos Judeus e suas Mentiras, não consta da sua biblioteca. Mas livros de Simon Wiesenthal, além de outros de seus seguidores no Brasil, figuram nas suas listagens.

 

 

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